domingo, 17 de outubro de 2010

Tem dias que é melhor ficar em casa

“Tem dias que é melhor ficar em casa”... essa frase eu ouço desde que comecei a trabalhar. Entra ano e sai ano e a coisa não muda, tem sempre alguém dizendo isso. Qual será o problema então? Na verdade não sei responder, mas acredito que o problema está na acomodação do individuo em relação às suas expectativas de crescimento na empresa. Muita gente não tem metas e objetivos bem estabelecidos e acaba sendo mais uma pessoa que vai dizer a frase.

Desde quando iniciamos nossas carreiras a expectativa é bem parecida. Entrar na empresa, desenvolver um bom trabalho, ter envolvimento com a equipe, ser reconhecido pela chefia. Tudo muito fácil NE, mas aí começam os problemas. Não funciona desse jeito, a realidade é bem diferente disso. Existem conflitos, muitos conflitos que, só quem vive sabe o que estou dizendo, e garanto que todo mundo já passou por um conflito na empresa que a vontade é de ir embora e não voltar mais.

Mas o planejamento da carreira deveria começar nos primeiros anos na escola e quando o individuo chegar na faculdade já ter estabelecido qual é o caminho que pretende trilhar. Seria mais fácil, acredito. Quem gosta de operacional seguiria o seu caminho, quem se identifica com a área administrativa segue o seu caminho e assim seria para todos. O que acontece hoje é que o funcionário vai de acordo com o mercado. Se tem vaga de balconista (é apenas um exemplo) o sujeito vai trabalhar no balcão. Se a vaga é de operador, lá vai o cidadão tomando o rumo da operação. Poucas pessoas planejam o que querem e seguem à risca, buscam o seu ideal.

A medida em que os tempo vai passando a coisa fica mais complicada. Conheço pessoas formadas em Administração, mas por seguir a oferta do mercado, estão em áreas completamente diferentes, realizando atividades e que, hoje, são vistas como funções que não é o que realmente são capacitadas, realizando tarefas e atividades diferentes das quais estão preparadas. E aí o tempo vai passando e esta pessoa por estar na zona de conforto, vai se acostumando e não foca mais na sua formação e não busca mais nada. E vive reclamando, mas a culpa é dessa pessoa que não tem objetivo. Isso é ruim.

Acredito que existem muitas pessoas nessa situação e vão continuar assim. A mudança gera desconforto e poucas pessoas, com o passar dos anos, tem disposição a enfrentar estas mudanças de “função”, o medo do recomeço é uma constante para estas pessoas. Vale ressaltar que sempre dá tempo para uma mudança. Pisar no freio, reavaliar o mercado, e buscar novas oportunidades, buscar o seu objetivo real. Não é nada fácil, mas com um pouco de vontade e determinação, o resultado será mais satisfatório e a frase lá do inicio será esquecida e fará parte do passado.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O funcionário derrubou o patrão

Não é de hoje que se observa nas empresas o nível de respeito entre seus funcionários. Isso evoluiu muito nas ultimas décadas com a implantação e adoção de novos conceitos o que melhorou o ambiente de forma geral. Em pensar que antigamente o patrão era o todo poderoso, e que, a palavra final, certa ou errada era a do patrão.

Pois bem, lamentavelmente testemunhamos essa semana um fato nada comum, o funcionário derrubando o patrão. Isso mesmo. Aconteceu no futebol o garoto revelação do time derrubou o experiente treinador. Parece estranho, mas uma situação desse tipo nos faz refletir sobre a ética nas organizações, não pelo fato de quem é o responsável, mas da forma que a empresa se posiciona perante os acontecimentos internos.

Todo mundo sabe que o brasileiro é apaixonado por futebol e ama de coração seu clube. De norte a sul desse país a história é sempre a mesma. E bem por isso mesmo, estamos sempre ligados nas notícias. Aí, em pleno jogo o garoto tem um desentendimento com o treinador após ser impedido de cobrar um pênalti. Enfezado bate-boca e inclusive xinga o seu líder. Um verdadeiro vexame que foi comentado por vários jornais e programas de TV. Como de praxe, o clube afastou e multou o jogador, e segundo o treinador, ainda no cargo, ele iria definir sobre o retorno do jovem astro. Mas as coisas não fluíram por este caminho.

O treinador foi demitido e o jovem reintegrado à equipe. O que aconteceu. Dificilmente saberemos a verdade absoluta. Mas o que envergonha qualquer gestor é o fato que a gerencia da empresa não ter pulso firme na condução dos fatos e deixar “forças externas” decidirem pelo futuro da empresa. Será que a ordem veio do patrocinador? Não se sabe, mas o fato é que houve uma quebra de confiança e o foco da situação ficou invertido.

Não se pode conduzir situações de crise nas empresas sob influencias de terceiros. Se isso aconteceu no clube de futebol, e não é difícil, fica evidente a força que os patrocinadores têm no futebol e isso é muito triste. Temos exemplos maravilhosos de gestores que dominam a técnica e são considerados grandes lideres e não precisam de escândalos nem bate-boca para resolver os problemas da empresa, apenas usam o bom senso e as habilidades necessárias em cada caso.

O treinador ficou como bode expiatório e o jovem talento praticamente saiu por cima. Claro que houve punição, isso é evidente, mas as empresas e neste caso o clube, não pode tratar seu funcionário / jogador com muita regalia, as regras são aplicáveis para todos, se não for assim existe o risco de se evidenciar algum setor ou algumas pessoas. A verdadeira Administração preza pela ética na tomada de decisão, busca a verdade dos fatos e organiza de forma justa a situação na empresa. Os clubes poderiam buscar uma forma mais prudente de gerir seu patrimônio e zelar pela grandeza da entidade, e não burlar e dar um “jeitinho” para agradar apenas aos gregos, excluindo os troianos.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A culpa não foi do gestor

Levei uma bronca, pois, sempre nos meus textos, jogo a responsabilidade para cima dos gestores. Mas neste fim de semana, após uma viagem, fiz uma reflexão depois de observar uma obra de recapeamento que está sendo realizada na BR 101. a pista estava bem sinalizada, o trabalho bem executado, o tempo estava bom. Porém, desta vez, a grande bagunça estava por conta dos motoristas. Isso mesmo. A rodovia ficava fechada por 30 minutos em cada sentido, para que a obra pudesse não atrapalhar o fluxo de veículos.

O problema estava exatamente no momento em que a pista era liberada. Um tumulto só. Parecia corrida por liquidação em loja de móveis em fim de semana. Havia carros cortando pelo acostamento, motos na mesma balada e como os motoristas de caminhões e carretas estavam parados, o veiculo demora a fazer ar para haver o deslocamento. Com isso os apresados motoristas de automóveis invadiam a contramão e a bagunça era generalizada.

Agora vou explicar o porquê da comparação. Geralmente os gestores têm muito trabalho para organizar seus subordinados e na maior parte das vezes, quando não são bem sucedidos, a culpa recai e é sempre quem deixa o cargo. No caso acima, os gestores da obra fizeram todos os procedimentos da melhor maneira, dando um bom espaço de tempo para o transito fluir. Realizaram boa sinalização na pista informando aos condutores que a frente havia uma obra. Mas dessa vez os colaboradores, os motoristas abusaram e cometeram graves faltas.

O risco de um acidente era muito grande. As ultrapassagens pela pista da esquerda eram abusivas e a pressa da maioria era geral. Em comparação com uma empresa, os “colaboradores/condutores” não seguiram as normas e procedimentos adotados para situações que foram apresentadas. Cada um queria mesmo era seguir viagem da maneira mais rápida não importava por qual caminho e forma.

Muitas vezes, nos colocamos na mesa situação. Queremos finalizar uma tarefa o mais rápido possível e não nos preocupamos se isso vai de encontro com as atividades dos colegas de empresa. É muito perigoso, pois pode acarretar num grave acidente ou em situações de perigo para a empresa. Tem que haver cautela. A energia desprendida para esta situação pode gerar uma reação muito além do inesperado e provocar um caos na empresa.

Bom, no final, pelo menos no período em que estive observando, tudo terminou bem e todos conseguiram alcançar seus objetivos. Mas colaboradores devem também ficar atentos, pois em situações como as apresentadas os gestores podem e devem tomar atitudes para controlar a “ansiedade” da turma e as punições podem ser pesadas. Atenção.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

“Deixa a vida me levar”, não mesmo.

Mais uma boa questão para ser debatida: o que é melhor, preparar-se para o mercado competitivo ou deixar por conta do acaso? Esta duvida foi levantada durante um bate papo virtual com uma colega Biblioteconomista. Ela, que é recém-formada, está em busca de desafios, me perguntou qual seria a melhor opção. Fiquei pensando e realmente sua dúvida faz sentido. Mas não esqueçamos que a preparação para qualquer área e qualquer função, deve ser sempre bem suportada por boa formação, isso vale.

Mas voltando ao caso, não são raros os casos de pessoas que estão muito bem de vida e sequer saber ler o próprio nome. Ou mesmo pessoas que iniciaram suas atividades na informalidade, e sem qualquer diploma alcançaram posições invejáveis na sociedade. Silvio Santos e seu carnê do baú são uma prova disso. Mas não se deixe enganar, por trás dessas pessoas com certeza existem profissionais gabaritados formados nas faculdades no nosso Brasil.

A sorte não dá carona pra todo mundo, tem que haver suor e sacrifício, é a regra geral. Ter boa formação não é simplesmente um privilégio de um grupo de brasileiros que a cada ano aumenta mais, o que existe é a evolução na necessidade e uma exigência do mercado. Lembro-me que quando terminei o segundo grau, atual ensino médio, em 1994, o diploma era uma verdadeira jóia e se enchia a boca pra dizer em uma entrevista de emprego, tenho segundo grau. Mas o tempo passa e hoje, as exigências então muito mais acirradas. São exigidos curso superior, conhecimento em língua estrangeira, habilidades em informática em nível avançado e mais uma lista infindável de itens.

Então, dai já se tem uma idéia de qual é o melhor caminho. O difícil é seguir esta trilha. Os cursos técnicos também estão em evidencia. Hoje, da mesma forma dos superiores, conseguir uma vaga na construção civil, na metalmecânica, em obras diversas, só é possível de posse de um certificado de conclusão dos cursos. Aqueles encarregados de longa data na empresa que conseguiram chegar ao topo da carreira pela capacidade técnica e pelo conhecimento, estão em declínio nas empresas. Só conhecimento e habilidade não são mais considerados para a contratação.

Não vou aqui dizer que quem conseguiu alcançar uma posição na sociedade sem ao menos saber escrever não tenha méritos. Seria hipocrisia da minha parte dizer isso, afinal tem méritos e caminhos que muitos estudiosos jamais saberão com explicar. Mas vale a dica: tenha sempre em mente um foco, trace metas e objetivos palpáveis e não seja um sonhador. Não fique esperando as oportunidades caírem do céu, o divino anda muito ocupado atendendo as prioridades. E não faça como o Zeca Pagodinho e deixa a vida te leva... Antecipe e realize seus sonhos.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A troca não está justa

As premissas que devem reger uma relação de trabalho é bastante simples, a meu ver: o colaborador sai da sua casa, bate o cartão, realiza todas as suas atividades, bate o cartão novamente e volta para sua casa. Em troca, no fim do mês, recebe seu salário, e todos vivem felizes. Seria muito simples se a premissa citada fosse realmente seguida e cumprida, mas não é o que algumas empresas vem fazendo. Ao invés de proceder de forma limpa com seus colaboradores, essas empresas absorvem, pra não dizer “sugam”, todo o conhecimento que seja possível em prol da entidade, e depois simplesmente, troca o funcionário por mão-de-obra barata.

A partir do relato de uma colega, percebi que, ainda existem gestores que administram na base do “tudo pra mim e de você, quero o suor”, como se voltássemos a épocas remotas onde os escravos não tinham suas vozes ouvidas e eram obrigados a trabalhar a troco de pão e água. Mas os tempos são outros e o poder de barganha do funcionário aumentou e muito. Bom, mas voltando ao caso, funcionários estão sendo substituídos por estagiários, que tem remuneração baixa, alguns benefícios que enchem os olhos dos recém-formados e por isso, mergulham de cabeça nas empresas.

Nada de errado na contratação dos estagiários, é só uma questão de ética profissional. A mesma ética cobrada na realização das atividades, a mesma ética cobrada no trato com os clientes, mas ela está sendo deixada de lado. Quando se quer uma equipe produtiva, nada mais usual e aplicável que proporcionar boa qualidade de ambiente aos colaboradores. Achar o devido espaço de cada um de acordo com sua formação e aí sim, absorver cada milímetro de conhecimento em função da empresa, mas que ele também seja reconhecido pelo seu potencial e dedicação.

Empresas que usam o funcionário e depois de tudo pronto e trocam por outro de menor valo, não pode ocupar espaço no mercado. O caráter do gestor está à prova, assim que um for observada esta prática, muito provável que perca sua posição, sem rodeios. Os donos das empresas precisam ficar atentos com a capacitação e atuação dos seus subordinados de cargos de confiança. Largar a empresa nas mãos de indivíduos que tomas atitudes como esta, pode custar a longevidade da marca e da empresa. Sem contar que, caso isso chegue ao conhecimento do cliente final, corre-se o risco de perdê-lo.

Então, pela aplicação das boas praticas no mercado de trabalho, devemos ficar antenados aos sistemas de gestão que nos rodeiam para não perder o foco requerido pelas empresas. A época dos senhores de engenho já passou, e os “escravos” da atualidade tem a seu favor formação compatível com as funções e merecem respeito e posição adequada no mercado.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Quanto custou a crise mundial de 2008?

A tão temida crise de 2008 já passou, isso é o que todos os indicadores mostram. Economias em crescimento, empresas investindo pesado em novas tecnologias, emprego em alta, todo como era antes. Mas, ficou algum resíduo? Sim ficou. Ficou o que algumas empresas queriam fazer, mas não tinham uma oportunidade, e com a crise foi um prato cheio.

Ouvi um amigo do serviço comentar que, estava completando 20 anos na empresa e não havia recebido sequer um e-mail parabenizando pelo tempo destinado à empresa. Uma pena, pois seria uma forma de “agradar” o funcionário e ainda proporcional um bônus pelo tempo desprendido na empresa. Mas não foi o que aconteceu, nada de e-mail, nada de premio nada de nada. O fato é que, quanto mais o tempo passa, mais algumas empresas deixam a desejar em matéria de preservação do seu capital humano. Quanto custa o envio de um e-mail para parabenizar um individuo que se empenha como colaborador?

É muito barato não é mesmo? Mas os mais desavisados gestores deixam á desejar correndo o risco de, agora na retomada da economia, ver seu empregado ir para o concorrente. Na atual conjuntura, qualquer “agrado” muda a cabeça do individuo. Os benefícios que são praticamente padrão, planos de saúde, odontológicos, vale-transporte, premio de produção, e por aí vai, mas falta o reconhecimento pelo tempo de prestação de serviço. Uma coisa tão simples, que terá um impacto muito positivo na empresa.

Imagine a satisfação dos familiares do colaborador ao participarem de uma festa em homenagem ao seu pai ou mãe. O cidadão sendo chamado no palanque para receber uma placa parabenizando pelos anos de bons serviços prestados, não tem alegria maior. Sem contar o registro fotográfico que vai ficar para a posteridade e na memória os momentos de alegria proporcionados pela festa.

Bom, mas isso é só no modelo antigo, o atual não contempla mais o evento. E não se sabe o porquê, simplesmente a argumentação é a crise. Meus amigos, a crise já passou, e mais, a economia forte do país permitiu que não tivesse um impacto tão grande. A resposta é que realmente era uma das oportunidades que as empresas estavam esperando para se livrar deste evento, e economizar uma quantia de dinheiro.

Torço para que a empresa reveja suas atitudes, e agora com a aceleração dos seus negócios, possam novamente cativar seus colaboradores com tão grandioso evento. E meu amigo, seja novamente recompensado com a sua festa e com seu bônus que o deixaria muito feliz. As coisas estão melhor que antes, e muito, só falta mesmo os gestores mais relapsos se antenarem para os fatores que realmente tem importância para o relacionamento Patrão x Empregado.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Aprenda a dizer NÃO

Acumular serviço pra dizer que trabalha muito é coisa do passado. Não se tem mais esta cultura nas atuais organizações. Porém, muitos funcionários e patrões vivem às turras pelo fato das empresas reduzirem seus quadros funcionais para evitar custos. Isso acarreta em excesso de atividades para determinados funcionários. Mas qual seria o segredo para se livrar do fardo pesado de atividades de outras pessoas? A resposta é: encare o problema de frente e vá conversar com seu gestor.

Não é de hoje que as reclamações se dão nos corredores, nos cafezinhos, no churrasco de fim de semana, porém, se o assunto não chega diretamente ao chefe, causa continuidade e gera transtorno. Nada pode ser às escuras, as pessoas tem que ficarem atentas aos pequenos detalhes que cercam o contexto dos escritórios das empresas. Tudo é uma questão de adaptação às novas tendências do mercado. Cada profissional tem seu limite e este limite deve ser respeitado e monitorado.

O gestor, com todo seu gabarito de observador, deve atentar-se ao que acontece ao seu redor, de participar das reuniões de resultados para saber se sua equipe está ou não com acumulo de funções. Criar um ambiente de “paz” é gerar resultados positivos para a empresa e não apenas levar números aos superiores para ganhar elogios em reuniões com os acionistas. É a hora da verdade e por isso a parceria deve ser positiva e sincera, tanto do gestor quanto do empregado.

Cada um tem que conhecer a fundo suas atividades, as Descrições de Cargos devem ser revisadas frequentemente para facilitar o bom andamento das ações na empresa. Com tudo isso, cabe também ao funcionário questionar e “gritar” quando perceber que está sobrecarregado e os prazos começam a ficar curtos demais para o fechamento das atividades. Criar ilusões quando o real é o mais sensato não funciona, e não perder o senso de responsabilidade.

Parceria é a palavra-chave para o sucesso. Parceria de ida e vinda, não pode ser apenas para uma só direção. Crie o hábito das reuniões de alinhamento também para o trabalho do dia-a-dia, para as atividades que aparentam não ter tanta importância, mas que sim, são de fundamental valia para a empresa. Tenha o controle da situação, elabore Atas de Reunião para que tudo fique registrado e que ninguém diga, depois, que não sabia de nada.

Proa para o Norte, como diria um amigo empresário do ramo de turismo, e aprenda a dizer NÃO quando as coisas estiverem difíceis.