sexta-feira, 21 de setembro de 2012

GESTOR TEM QUE TER POSTURA DE GESTOR!


Existe um velho ditado que diz: “o combinado não sai caro!”. Autoexplicativo no meu ponto de vista. Infelizmente no mundo corporativo isso nem sempre é tido como valor de ética e muita gente não segue. O resultado é uma tremenda insatisfação com que leva isso ao pé da letra, querendo ou não, a maioria dos profissionais é ético e não gosta de “disse me disse” fazendo analogia ao filme “Tropa de Elite”: o papo tem que ser reto.

Partindo do principio que a equipe é o espelho do seu gestor, empresas correm o risco de perder o controle quando um assunto é combinado e na hora da coisa acontecer de verdade ou quando aparece um problema, o responsável fala outra coisa que não era o combinado, situação bastante desagradável para os subordinados, e onde geralmente a corda é mais fraca e o peso é maior. Fica evidente que o cidadão não é respeitoso com as pessoas que trabalham com ele e que faria qualquer coisa para fugir da responsabilidade.

Da parte da empresa o primeiro passo é deixar clara a posição em relação à ética profissional, deve existir o manual do funcionário com a conduta desejada pela empresa e isso deve ser de conhecimento do porteiro ao mais alto cargo na empresa. Regras e suas devidas punições que vão de advertências verbais à demissão. Todos estão sujeitos a essas regras e para isso devem existir palestras para que não haja dúvidas, o assunto é sério.

A postura de um gestor vai impulsionar o restante da equipe a segui-la, se forem totalmente positivos, os ganhos para a instituição é enorme frente aos desafios enfrentados no mundo corporativo. Postura frente aos concorrentes, modo de falar com os subordinados, tomada de decisão, participação em concorrências, e em todas as atividades que esteja envolvido. A omissão é a pior qualidade que um gestor pode apresentar na empresa, seria como se o mundo estivesse desabando e ele assistindo da sua sala sem preocupação. Compromisso com a equipe e com as decisões tomadas farão toda a diferença para o mercado, a ética profissional é o que mantem empresas no topo por tanto tempo.

Se existem pessoas na sua empresa que não seguem as boas práticas, converse com seu gestor e cobre dele postura na solução do problema. Você estará ajudando não só a empresa, mas está garantindo a transparência do processo. Pense.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

PESSOAS, A DIFÍCIL TAREFA DE GERENCIA-LAS


Sei que já escrevi sobre a gestão de pessoas em outros textos, mas por observar alguns eventos atuais resolvi falar um pouco mais sobre este delicadíssimo assunto. Não é nada fácil lidar com as diferenças culturais em uma empresa, com os egos feridos e com a possibilidade constante de conflitos. A posição da empresa e principalmente do gestor direto vai influenciar no resultado desta situação, querendo ou não, virar as costas e deixar “o barco seguir” não é a melhor opção.

Muitos dos problemas são relacionados à falta de diálogos constantes entre a empresa e seus colaboradores, um dos principais sintomas é quando um colega vem e reclama de algum par ou mesmo da chefia por diversos motivos. Relatórios incompletos ou não satisfatórios, falta de agenda para os problemas “menores”, falta de entrosamento com o colega da baia do lado, ou seja, poderia ficar aqui listando uma infinidade de assuntos, mas este problema tem seu início real na falta de planejamento das ações diárias.

Quando uma empresa começa a receber uma demanda de serviços e a equipe não está corretamente dimensionada para o atendimento, os problemas começam. Nesta fase os gestores são pressionados por resultados, mas não conseguem manter o padrão de atendimento por não dispor de profissionais habilitados e em número suficiente. E quando chega a este ponto, as empresas deveriam fazer o seu dever de casa e replanejar sua estrutura, mas não fazem tendo aí, início ao ciclo de ruptura da boa convivência.

Trabalhei em uma empresa e um amigo foi convidado a trabalhar em outro local e não hesitou e aceitar o convite. Porém com a data do desligamento se aproximando, este deixou de cumprir suas obrigações básicas pertinentes a sua atividade atual e seu foco era apenas cumprir a fase do aviso e ir embora. Este tipo de comportamento é lamentável, pois o profissional tem um histórico e um nome a zelar. Não dá pra simplesmente virar as costas às suas atribuições, e se for pra agir desta forma, é melhor pedir logo o desligamento da empresa atual.

Outra questão é a posição do gestor imediato, não pode aceitar que as coisas aconteçam e ficar simplesmente assistindo. Deve sempre se posicionar para a equipe de forma que cada um entenda perfeitamente o seu papel na organização. Uma boa conversa vai evidenciar a posição dos envolvidos e ajudará a formatarem o convívio ideal no ambiente corporativo. Cabe ao funcionário ter ética nas suas ações e saber que não cabe a empresa se adequar ao seu comportamento, é o contrário não tem jeito. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

E A FIDELIZAÇÃO???


Essa foi a pergunta curiosa que uma senhora fez ao cobrador do coletivo hoje às 7hs da manhã. Parece estranho, mas fiquei com isso na cabeça e vendo as explicações do funcionário da empresa em não ter parado no ponto no dia anterior conforme a passageira gostaria e com isso foi obrigada a entrar em outro ônibus, que com certeza após esta pergunta, ficou chateada.

O que a senhora estava questionando é um assunto muito estudado na Administração, principalmente em Marketing, pois trada exatamente de uma das principais atitudes do consumidor e que com o tempo, em alguns casos, perdeu a força. Quem aqui não é fiel a uma marca? Todo mundo é, um sabonete, uma cerveja, um carro, um cigarro (cuidado com esse vício), um programa de tv, um desenho animado, uma série, todos tem um jeito especial de reverenciar uma marca ou um produto. Talvez algumas pessoas após a leitura deste texto possam dizer, ei, eu não sou assim, mas de alguma forma tem o seu vício.

E foi o caso da passageira hoje pela manhã, ela é cliente assídua do horário e sabe cada curva da estrada pelo tempo que utiliza o serviço, e por esse motivo, não admite ter que utilizar outro horário ou outro ônibus. Outra coisa que me chamou a atenção foi a resposta do funcionário quando a senhora questionou por que não haviam parado no ponto, ele argumentou que por se tratar de um reforço os motoristas alternam as paradas nos pontos para “dividirem”” a “carga” e que por este motivo não foi feita a parada para a senhora. Claro que ela não concordou e disparou a pergunta que intitula o texto. E com ela emudeceu o funcionário que não conseguiu uma resposta a altura da pergunta.

Esse segundo ponto também serve para uma avaliação, será que as empresas ou mesmo os empregados estão com o mesmo foco? Será que tem a noção do quanto às pessoas admiram a marca/produto da empresa? Pode ser que a empresa tenha um trabalho que leve para esta direção e que dê treinamento específico ao funcionário, mas com certeza o cobrador faltou nesta aula, pois não conseguiu explicar para a senhora porque a deixou viajar em outro ônibus.

A fidelização é algo que enraíza no consumidor e para haver uma troca é preciso de um fator, como o que narrei acima, seja determinante par a tomada de decisão. Claro que nos dias de hoje o preço influencia bastante, a qualidade do serviço também, as empresas tem essa preocupação e através dos canais de comunicação, ouvem e tentam entender quais serão as mudanças que o consumidor gostaria, ou mesmo que as mudanças não aconteçam e o produto/serviço se mantenha da mesma forma de sempre.

Realmente é um assunto muito interessante de se discutir, o relacionamento empresa/consumidor vive em cima da navalha, nada pode ser alterado sem a “permissão” de quem está do outro lado do balcão e este não foi consultado pela empresa. Por sua vez, as empresas devem aproveitar essa consultoria eterna para buscarem melhorias constantes nos produtos que oferecem e tornar a relação com os consumidores eternas.

Um brinde à Coca-cola gelada no almoço, no churrasco, na praia, em qualquer lugar...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O QUE É PRIORIDADE, O PROCESSO OU O TODO?


Isso era pra ontem... Quem nunca ouviu no mundo corporativo essa frase que atire a primeira pedra. A correria que impera nas empresas hoje, não permite que haja falhas nos processos produtivos, já que o produto/serviço é o principal proposito da existência da empresa. Mas me pergunto, e as atividades que dão suporte ao processo principal, não tem importância? A copiadora quebrada, o carro sem o farol, o empregado com problemas de contato com o fornecedor, a documentação sem padrão, tudo isso são atividades e problemas que os gestores parecem ignorar e nomeiam seus “subordinados” para resolverem e na verdade nada é resolvido, pois a palavra final é do chefe e pronto.

O difícil é fazer o chefe entender que existem outras coisas que precisam de atenção e que em algum momento vão emperrar o processo, aí pronto, a bronca vem de cima pra baixo sem piedade, sobra pra todo mundo. Na verdade não deveria ser assim. Se há na empresa processos bem definidos e com as devidas responsabilidades descritas e claras a possibilidade das coisas emperrarem é reduzida a quase zero. São atitudes que requerem algum tempo, mas o seu resultado e vantagens são percebidas ao longo do tempo, e tempo é um fator decisivo nas empresas hoje, não há tempo sobrando pra ninguém, principalmente os gestores.

Quando me deparo com situações desse tipo fico pensando o que vai acontecer se um superior do meu chefe chegar à minha sala cobrando alguma coisa que eu sei que está errado? Terei que ouvir calado os desaforos e ao mesmo tempo lembrando dos e-mails que eu mandei pro meu gestor, as conversas que tivemos sobre as prioridades do meu setor, das reuniões que nunca aconteceram, tudo isso está evidenciado, mas não era a prioridade naquele momento, e eu terei que ficar quieto ouvindo o “boss”. Falta atitude de muitos gestores, falta assumir de verdade que todas as atividades são importantes para o resultado do processo, da mais simples a mais complexa. Se não há condições dele coordenar tudo ao mesmo tempo, e isso é uma das suas atribuições, que delegue para outra pessoa e que esta tenha poder de decisão e não seja apenas mais um carregando o “fardo”.

Seria tudo mais fácil se os gerentes pudessem ficar ao lado de cada colaborador o tempo todo resolvendo problemas, mas não se pode esperar isso, deveria haver um consenso que processo bem elaborado é processo eficaz. O tempo é uma ferramenta que decide futuro de tudo hoje e para isso temos que ter as ferramentas corretas para cada atividade e se precisarmos de ajuda da chefia, que alguém com autoridade e condições de tomar decisão esteja conosco, eleger pessoas sem poder de decisão é comprar “gato por lebre”. Os RH’s deveriam participar mais atentamente da escolha das pessoas que terão cargo de chefia, assim seria possível mapear a capacidade do candidato e traçar um resultado pretendido.

Sempre é um desperdício de tempo quando se marcam reuniões para definir assuntos “menos” importantes e estas não acontecem a outo-estima do grupo, sabedor das necessidades do setor, fica abalada, pois sabem que os problemas vão continuar e nada será feito. Postergar os problemas é como empurrar uma pequena bola de neve ladeira abaixo, ao final do seu percurso vai causar um estrago enorme por não ter recebido a tratativa ideal quando necessário.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

VAI FAZER COMO?


Estamos no início do período eleitoral para os municípios. Este ano de 2012 serão eleitos prefeitos e vereadores. Considero que são os que mais diretamente influenciam nas nossas vidas, pois, são eles que, teoricamente, vão calçar nossas ruas, construir escolas, hospitais, segurança e tantos outros benefícios. Pois bem, são eles né? Cuidado eleitor, não estão fazendo nem o “basicão” usando a analogia de um famoso clichê de banco. Apenas muitas promessas em campanha, muito blá-blá-blá, e quando assumem seus valiosos cargos, esquecem do povo.

Mas o que eu gostaria de falar é exatamente sobre o que farão e a minha pergunta é: como farão? É muito fácil, vejam só: (agora falo como candidato): vamos acabar com os buracos, se eu for eleito, com sua ajuda eleitor, vamos calçar essas ruas, vou trazer o turismo para nossa região, vou exigir do prefeito que ele construa uma nova praça para você jogar baralho... Viu é muito, muito fácil. Daí pergunto, vai fazer praça como? Vai trazer o turismo de que maneira? Com mágica? Assumiu o mandato virou mágico? Pois é, não é assim que as coisas funcionam, primeiro que muitos candidatos não conhecem nada sobre as leis orgânicas dos municípios muito menos sobre lei nenhuma. A baixíssima escolaridade dos candidatos não ajuda muito e também não estão preocupados em buscar conhecer e aprender como funciona o legislativo.

Vejo constantemente as promessas sendo feitas às pessoas menos esclarecidas e já acho que a falta de respeito começa por aí. Promessas que jamais, eu disse jamais serão cumpridas pelos futuros políticos. Uma promessa tem que ser embasada por um projeto, uma pesquisa, um relatório no mínimo, não simplesmente vou fazer e ponto final, é mesmo pra tratar o povo como bobo. Então onde estão os projetos nobres candidatos? Ou vão se preocupar com isso depois que estiverem na câmara municipal? Tem ideia de como funciona o tal regimento da casa (temos que nos referir dessa maneira)? Te peguei não é mesmo?

Sou totalmente contra o candidato não ter no mínimo um curso superior para gerir o dinheiro público, ter esclarecimentos suficientes para tratar as leis de forma adequada, deveria ser exigido um curso específico de gestão pública isso sim. Mas também somos culpados pelos resultados dos mandatos deles, não cobramos, apenas vamos lá obrigados no dia da eleição e depois nunca mais queremos saber o que foi feito, enquanto isso haja dinheiro pra bancar a farra da turma.

Proponho então, a você candidato de qualquer parte do Brasil que leia este singelo texto: apresente suas propostas com embasamento não apenas da boca pra fora, é muito feio fazer isso com o povo sofrido que vai esperar ansioso pelo que foi prometido, e coitado, 98% jamais será realizado. Seja honesto com você mesmo, nobre candidato, se realmente quer participar da vida pública que faça com honestidade e profissionalismo, chega dessa baderna que tomou conta do nosso Brasil.

Então que seja feito o compromisso com você mesmo, estaremos aqui esperando que na próxima vez que acessar minha rede social, que seja para apresentar propostas bem definidas e estruturadas e com o compromisso que o povo espera de vossa excelência.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

EXISTE VIDA FORA DA EMPRESA


Há alguns dias relatei uma experiência que aconteceu comigo relacionada ao estresse no trabalho, foi uma situação que ainda hoje me preocupa bastante. Tenho acompanhado alguns de meus colegas de trabalho num ritmo alucinante de trabalho, como se fosse a ultima coisa a ser feita na vida. Correria, várias atividades ao mesmo tempo, burocracia, trabalho no fim de semana e horários estendidos além da jornada normal, realmente algo que não condiz com certas diretrizes das empresas.

O problema disso tudo é quando olho para meus colegas, a expressão deles é lamentável. Estão um verdadeiro “caco” devido à jornada alterada e estressante. Já estão com aquela postura de fazer algumas coisas que não são normais como esquecer objetos em outros locais e mais um monte de coisas. É a indicação que algo vai mal e que se não forem tomadas medidas para corrigir estes desvios, vão acabar se acidentando, em caso ou no trabalho. Mas por que as empresas (gestores) não fazem nada? Existem vários fatores que levam a esta postura indiferente, muitas vezes a própria formação cultural do gestor o impossibilita de ter uma postura mais eficaz ao que está ao seu redor. Outra coisa é a postura da empresa que está tão focada em resultado, que não enxerga o processo como um todo, acredita que tudo está no seu lugar quando o mundo está desabando.

Quanto ao funcionário, o mais preocupante é o risco de um acidente. Devido ao estresse e acúmulo de atividades a percepção tende a ficar mais lenta e a pessoa fica displicente às possibilidades de fatalidades que a rodeiam. Dai para um sinistro é um passo muito pequeno e o resultado é prejudicial principalmente ao colaborador, pois como sempre digo, nas empresas somos apenas números de registro e pessoas que ‘estão’ em determinado setor, em troca disso temos nosso salário, nada mais. O resto é apenas bondade da empresa, que não tem obrigação de fazê-las. Então veja bem, o maior prejudicado é o trabalhador, ficará em casa podendo perder o emprego e até mesmo a vida pelos excessos que não são gerenciados por quem deveria.

Caso algo aconteça, outro estará no seu lugar amanhã, não tenha dúvidas. Caso esteja dentro dos moldes apresentados acima, procure imediatamente o seu gestor imediato e relate sua preocupação. Peça que ele registre a sua reclamação, não deixe apenas na conversa. Caso não resolva, procure o RH da empresa, lá você terá o suporte necessário para o seu problema.

Entendo perfeitamente que as atividades de hoje, no trabalho, são sempre muito corridas e que devemos apresentar resultados, porém, os excessos devem ser monitorados e não simplesmente abaixar a cabeça e sair fazendo tudo que nos é direcionado. De que adianta resolver os problemas da empresa e se tornar um escravo das rotinas colocando em risco a sua integridade e a dos que trabalham com você? Tudo tem um preço, em alguns casos ele é alto demais e não compensa tanta correria.

Afinal lá fora temos nossas famílias, nossos amigos, pais, mães, amores e todo um mundo para ser explorado. É hora de pensar sobre o assunto, existe vida fora da empresa.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

ZEZINHO É O CARA!!!


Acabei de ler um texto do site rh.com.br (especializado em gestão de pessoas) e achei muito proveitoso, resolvi então, escrever da minha maneira:

 Quero falar do Zezinho, pessoa que sempre quis ser chefe, era o seu maior sonho. Fazia tudo certinho, planilhas, relatórios, reuniões, discursos, era realmente o primeiro na escala de promoções da empresa só faltava mesmo a oportunidade. Até que um dia ela lhe bateu à porta, Zezinho seria o responsável por uma equipe de trabalho.
Zezinho pagou churrasco pra comemorar a promoção, fez um discurso impecável que agradou a gregos e troianos do alto escalão, tudo conforme manda o figurino. Porem no segundo dia Zezinho parecia diferente, estava mais calado não participou do café-da-manhã, tradicional com a equipe, estava realmente muito estranho. O que será que aconteceu com o Zezinho? Deveria estar muito feliz agora era chefe depois de tanto perseguir este objetivo, mas não estava.
Bom, todos ficaram no café como de costume, rindo das piadas, contando sobre o final de semana e as “artes” de cada um e falando sobre “n” coisas como era de costume. Do nada apareceu Zezinho na porta da cozinha e disse: vamos lá pessoal, temos muita coisa para resolver. O encanto foi quebrado neste momento, Zezinho finalmente se mostrava para a equipe que antes fazia parte e partilhava das conversas matinais no café. Cada um saiu rapidamente entendendo que as coisas no setor não seriam mais como antes, Zezinho estava de olho. E de olho ficou permanentemente, agora ele fiscalizava cada um com olhos de águia, não havia mais aquela alegria no departamento, todos agora trabalhavam com a cara fechada, fruto do espírito de chefe do Zezinho... pobre colaborador, pobre fornecedor, pobre Zezinho (vitima da promoção cega)....

Pois bem meus queridos leitores, copiei a ideia que li no site citado no início do texto para ilustrar um fato que costumeiramente acontece em empresas que não tem um programa de orientação de futuros gestores e simplesmente por acharem que qualquer “Zezinho” pode ser líder, promovem sem ter a certeza de qual é o perfil desejado e necessário aos anseios da corporação.

É uma rotina em empresas menos preparadas e sem as devidas “Descrições de cargos”, que são o norte do perfil desejado para as funções que a empresa disponibiliza. É necessário que haja mais critério na escolha, as pessoas devem ser preparadas para o cargo de chefia ao longo de anos vivenciando as rotinas da empresa, os problemas (inclusive resolvendo muitos deles, com soluções práticas), entenderem qual é o objetivo da empresa ante ao mercado, pra que a empresa existe. Sem essas premissas não é possível que pessoas apenas dedicadas ocupem esses cargos.

A preparação deve começar com uma formação sólida na área de gestão e se por acaso for formado em outra área de atuação deve procurar a especialização devida. O mais importante é escolher tecnicamente e não apenas por se tratar de um colaborador que trabalhe direito e atenda e bata as metas. O dia-a-dia das empresas preparam muitas surpresas e estas podem determinar o futuro da empresa e do gestor, com certeza ele cai antes da empresa fechar se não for bem preparado. Cada dia é uma experiência singular, com sua particularidade e deve receber a tratativa adequada que o caso exige.

Dito tudo isso, Zezinho está na lista negra dos colaboradores por ter sido promovido a chefe sem a devida atenção que a empresa deveria ter dado, paciência, isso ainda vai trazer muitos problemas com as decisões equivocados do pobre chefe Zezinho.