sexta-feira, 28 de outubro de 2016

A META É: NÃO MUDAR A META!!

Objetivo e Meta são diferentes entre si. Objetivo é a descrição daquilo que se pretende alcançar. Meta é a definição em termos quantitativos, e com um prazo determinado. Por exemplo, o objetivo de uma determinada pessoa é enriquecer. A meta, por sua vez, terá de vir acompanhada de dois dados: a quantidade de dinheiro que ela pretende acumular e em quanto tempo. Fonte: http://www.tracto.com.br/qual-a-diferenca-entre-meta-e-objetivo/
Pois bem meus amigos e amigas, aproveitei uma definição bem simples capturada da internet, para contar uma pequena história. Em uma conversa sobre as ações que os diretores vinham adotando na empresa de um conhecido, e este me relatou que, para espanto geral dos funcionários, o diretor modificou a Meta anual, como se diz no mundo do futebol, aos 47 do segundo tempo da prorrogação. Pelo depoimento do meu conhecido, única e simplesmente quando percebeu que, naquele mês, os números da Meta haviam sido alcançados alguns dias antes e na cabeça sábia do diretor, tudo estava fácil demais...

Não sou pHD em Gestão Empresarial, mas dentro de tudo que já estudei, a não ser que se tenha uma grande necessidade de ajustamento, não se muda a regra do jogo sem reuniões, análises e muito diálogo com os envolvidos. Normalmente o que se consegue imediatamente, e garantido, é insatisfação de quem trabalhou para alcançar os números combinados antes.

O relato é que, após a modificação da Meta, os corredores e “rádio peão” imediatamente começaram as manifestações mesmo que nos bastidores elas têm o poder de alterar o ambiente e é este o perigo mais ameaçador para uma empresa. Quando as notícias, mesmo que falsas ou verdadeiras circulem de forma não oficial pelos canais da empresa. Tenho certeza que essa preocupação não passa pela cabeça da direção quando se toma uma ação desse tipo, muitas das vezes a preocupação é fazer com que os números não sejam simples de serem atingidos não importa e é plausível ou não, real ou não.

Em uma aula na faculdade no ano de 2004, lembro que o professor disse: “as Metas não poder ser uma coisa impossível de serem atingidas nem muito fáceis que deem aos funcionários a impressão que, para atingir, basta um pequeno esforço diário, semanal ou quinzenal.” Isso foi motivo de duas longas aulas sobre o assunto e que gerou uma boa dose de relatos referentes ao assunto. Mas uma coisa era certa, foi o suficiente para que eu tivesse a minha opinião, embasada teoricamente, de uma ferramenta que deveria ser tratado com bastante atenção por causa de resultados difíceis de serem controlados.

Meu conhecido, ainda bastante transtornado com os novos números, que naquele instante do mês não seriam atingidos, disse que algumas poucas pessoas teriam coragem de questionar a Gestão a cerca das modificações naquele momento e seria impossível o setor de RH interferir na decisão. Existem diversos parâmetros que podem e devem ser utilizados para medir o ambiente na empresa e TODOS envolvem diversos índices internos e devem ser propostos, monitorados e avaliados por profissionais qualificados e conhecedores das ações adotadas no caso de desvios. Não basta ter a ideia e vontade de alterar acordos estabelecidos, tem que haver bom senso e isso com certeza não houve na empresa do meu pobre e chateado conhecido.

Ah, mas as Metas não podem ser modificadas no curso de um período? Sim, podem e devem se o grupo responsável pelo monitoramento identificar com os demais envolvidos discrepâncias significativas para os lados, e isso significa ganhos financeiros, o velho e bom Dinheiro!!! Ao menor sinal de curva indesejada, deve haver um alerta geral e significa comunicado a TODOS os envolvidos e de forma oficial por parte da empresa, e em muitos casos esta mudança só será feita no próximo mês ou mesmo quando uma data mínima for definida por parte de representantes da empresa e dos funcionários.


Importante é que a empresa monitore e controle de maneira clara os índices em toda a sua linha de produção ou serviço. O que não se controla não se mede e este é um perigo desnecessário no mundo atual e globalizado. Então qual sua Meta para amanhã? Enumere e cumpra com muito empenho, assim será reconhecido e recompensado conforme descrito nas premissas do seu acordo com a empresa.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

COMO SERÁ O CENÁRIO DO EMPREGO PÓS-CRISE???

Há alguns dias, 10 no máximo, acompanho pelos jornais e internet vários especialistas dizendo que uma “leve” recuperação no cenário econômico do nosso país. Pequenos sinais que os empregos enfim voltarão a aparecer de forma mais evidente e que este período de escuridão no mercado de trabalho, ficará mais uma vez, nas páginas dos livros de história. Essa crise sem precedentes no Brasil será vista em breve como uma fase que os hoje, 12 milhões de desempregados, querem esquecer o mais rápido possível.

Algumas coisas me vêm à cabeça no momento que escrevo este texto: como será o cenário do emprego após este período? Seremos os mesmos funcionários que éramos antes? E as empresas, terão o mesmo perfil de antes da crise? Nossa experiência ainda vai contar ponto nas entrevistas? E os benefícios (e salários) que as empresas ofereciam, continuarão? Permitam-me dizer que tudo indica que NÃO! Nada será como antes e por um bom tempo, e isso é o que dizem os especialistas que li, ouvi e pesquisei.

Existem diversas publicações que indicam que, após cada período como o que estamos vivendo, o ciclo seguinte é de novas descobertas para a empresa e para os empregados, porem, nem sempre de boas descobertas. Hoje temos cerca de 12 milhões de pessoas desempregadas e isso normalmente se torna mão de obra barata para as empresas. Com essa quantidade de pessoas em busca de oportunidades, é um prato cheio para baratear o custo das empresas e conseguir readequar as equipes de trabalho, nada de errado do ponto de vista empresarial, afinal empresas existem para gerar lucros e dividendos aos proprietários e acionistas, isso é claro.

Por outro lado, quem está buscando emprego, devido a oferta de mão de obra, a tendência é de que os salários não sejam os mais atrativos para tempos normais, 2013 a 2015 por exemplo, quando vivíamos bons tempos de renda. Hoje muita gente aceita voltar ao mercado com salários singelos, mas, neste momento, que representam a realidade de parte do cenário empresarial. Rendimentos menores, benefícios menores e mais atividades agregadas a cargos antigos. Bem vindos ao Brasil pós-crise. E veja bem, para você que buscou o conhecimento, estudou tudo o que pode até hoje, fez cursos em áreas diversas, está qualificado ao extremo ou mesmo tem excelente formação e boa capacidade, será trocado provavelmente por uma mão de obra mais barata e menos qualificada que você, e provavelmente por um estagiário que ainda é mais barato manter.

Por favor, estagiários não briguem comigo, já fui estagiário e esta é a porta de acesso ao mercado de trabalho e não perca a sua oportunidade. Mas, o que quero dizer é que com tamanha oferta de pessoas no mercado, as empresas vão buscar opções para reduzir o impacto de meses com contas no vermelho e baratear os custos será a imediata ação.
Será bem demorado que tenhamos contratações que busquem qualificações em boas universidades, cursos técnicos e outros, e mesmo que isso aconteça neste momento, os salários serão menores. Os benefícios serão menores e iremos trabalhar mais. Mas até quando este cenário permanecerá assim? Difícil responder, segundo alguns especialistas até meados de 2018 a tendência é que enfrentaremos esses obstáculos para aí sim, tudo volte a um patamar mais equilibrado. Por isso digo, não seja o mesmo funcionário que era durante a crise, busque qualificação, mas também seja uma pessoa menos resistente a novas situações, não vai adiantar reclamar os tempos são outros e de muito mais empenho por parte do funcionário.

Empresas estarão mais atentas a comportamentos em desacordo com suas premissas. E claro, como a quantidade de pessoas em busca de emprego durará um bom tempo, sempre haverá alguém para ocupar o seu lugar. Mas é justo que isto aconteça? Não deveria ser assim, a melhor relação entre empresa e funcionário é o equilíbrio, será sempre o melhor cenário. Uma relação clara, honesta e objetiva trás sempre ótimos resultados, mas o momento foi de dificuldades e o nó sempre aperta para algum lado, o de cá.

Como eu disse, empresas nascem para gerar lucros e não para servirem de casa de boas ações a vida toda. Por isso, esteja preparado, mesmo desempregado hoje, para um novo ritmo de trabalho e emprego. Será mais exigido e mostrar mais empenho será o seu diferencial. Em alguns meses, as empresas terão necessidade de pessoas que deem respostas mais eficazes e eficientes e neste momento, voltaremos às disputas de currículos como nos tempos que antecederam esta crise. Bom, espero que as previsões de hoje se concretizem no menor prazo possível e que o impacto seja minimizado com a volta da produção, das vendas, das contratações, das importações e exportações e que o Brasil volte a apresentar o que maior possui, capacidade de ser forte em meio a tormentas (reparem que não citei, em nenhum momento, as mudanças e reformas urgentes que precisamos e estão nas mãos dos nossos políticos, e claro, ajudariam bastante...).

Vamos ao trabalho e boa sorte!!!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

E O COMPROMISSO COM O CLIENTE???

Vou contar outra história de Zezinho, aquele mesmo que teve problemas com um certificado um tempo atrás. Pois bem, ele é antenado às tecnologias e principalmente na internet. Faz compras, navega em redes sociais, lê notícias, e todas as outras benfeitorias que temos nos dias atuais. Nosso personagem contratou um serviço de internet para sua residência para desfrutar da comodidade de acessar livremente e a hora que bem entender. Mas..... aí começa o calvário do pobre Zezinho. O serviço é daquele formado de venda de apenas a internet, sem necessidade de telefone e todas aquelas coisas que as empresas oferecem, digo, obrigam que você tenha para fechar o pacote.

Zezinho fez a contratação e imediatamente iniciou a navegação. Porem, aos poucos foi percebendo que o tal serviço não era exatamente as “mil maravilhas” que prometia. Falhas de conexão, sinal perdido e horas sem acesso, quando não foram dias sem acesso. Muitas reclamações registradas na empresa e as respostas desconexas seguiam.... Fim!

Agora vamos falar sobre o compromisso das empresas na prestação de serviço. Este exemplo acima é apenas a ponta do iceberg, quem nunca teve problemas desse tipo com fornecedores de serviços, dos mais diversos, celular, banco, tvs e tantos outros que prometem e na hora de prestar o serviço, acaba o amor. O problema é a falta de fiscalização por parte dos órgãos de defesa do consumidor. Muitas vezes não conseguimos registrar reclamações nos SACs e recorremos aos Procons e demais órgãos que deveriam regular a prestação dos serviços. É bem complicado conseguir resolver as falhas sem um bom estresse nos atendimentos telefônicos. Aquela enrolação, as famosas musiquinhas e aquela prática de transferir o problema para outro setor.

Por mais que hajam leis que protejam o consumidor, em muitos caos não há fiscalização adequada por parte do poder público e ficamos sem o serviço e sem ter com quem reclamar, e isso irrita muito. Conheço vários casos que as pessoas simplesmente desistem do serviço e buscam alternativas, mas cá pra nós, isso chega a ser ridículo já que os órgãos liberam estas empresas para prestarem serviço e na hora de fiscalizar, somem...

Infelizmente essa prática de má prestação de serviço existe em vários segmentos e somos as vítimas, sofremos pela dificuldade de conseguir ser amparado por, leis que existem, mas não são fiscalizadas. Brasil, meu Brasil brasileiro. Nos falta representantes mais dedicados às causas coletivas e de uso público e comum. Zezinho meu pobre Zezinho, ainda continua sem sua internet enquanto escrevo este texto de indignação e de apoio ao meu nobre Zezinho.


Falta compromisso com o cliente, falta respeito!

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

DEDICAÇÃO AO SEU TRABALHO!

Fico aqui imaginando o que nos falta, como trabalhadores, para sermos tão dedicados ao nosso ofício na empresa como somos em outras atividades... Qual seria a dificuldade da organização conseguir tal empenho do seu colaborador? Pois bem, sabemos através das diversas literaturas que motivar pessoas é um grande desafio, pois, o que pra um dinheiro é o principal fator motivador, para outro um elogio já seria o start da motivação. Falo isso, e você provavelmente já tenha visto casos semelhantes ou até mesmo passado por essa etapa.

O planejamento dos RH’s, e, isso depende do tamanho da empresa, nem sempre está atento ou tem pessoas específicas para atuarem na localização dos problemas que envolvem o desenvolvimento das pessoas. Não existem pesquisas de clima e nem mesmo param para ouvir os funcionários. ATENÇÃO, este ponto é importantíssimo. Saber o que se pensa da empresa, saber se as ações tomadas estão agradando ou dando resultado é uma forma de medir se o clima está bom. Por diversas vezes presenciei ações que, vieram de setores de RH’s que nunca pisaram no chão de fábrica para ouvir quem está com a mão na massa. É um grande pecado, pois ali está e deve ser usado o termômetro sentimental da empresa.

Logico que nem todas as pessoas tem a ambição de galgar crescimento, muitas têm perfil de subordinados, é uma realidade. Ficarão na empresa até o final dos dias e se permitirem, na mesma função. Porém existem outras que querem mais e mais e aí, entra em cena a observação dos gestores diretos que devem identificar os potenciais candidatos a serem desenvolvidos e trabalhar para que agreguem à empresa e no futuro, sejam desenvolvedores de seus pares. O fator motivacional dessas pessoas tem que ser identificado. Pode ser que a oferta de uma promoção seja o suficiente para que ela traga mais valores para a empresa, ou mesmo que seja outro fator, que a empresa dê essa oportunidade de desenvolvimento.

Claro que a empresa deveria ter um plano de desenvolvimento a todos os funcionários, pois, todos tem o mesmo direito. Agora existem os que buscam trilhar caminhos que cheguem a um objetivo pessoal e profissional. Estudar e se qualificar sempre estará à frente de tudo isso. Mas, a ética, os bons costumes, a boa convivência e honestidade farão do profissional uma opção quando as oportunidades aparecerem.

Quando falo das qualidades do profissional não devemos esquecer que, a sua dedicação te levará às suas conquistas. Não adianta ter bons estudos, boa índole se não for dedicado ao que faz. E essa dedicação deve ser a mesma que você usa em casa com sua família, no futebol com os amigos, na igreja, na comunidade. Levar sempre boas práticas ao ambiente organizacional pode contribuir para o seu futuro na empresa. Isso deve ser visto pelo gestor em algum momento haverá destaque dentre os que atuam com você e será seu balizador quando esta oportunidade aparecer.


Seja bom no que faz e honesto nas ações, tudo no seu tempo. Faça valer o seu compromisso e dedicação ao extremo. O mundo corporativo está em um momento ruim, mas tudo passa. Esteja preparado para quando for o momento da escolha. Acredite em você e boa sorte!

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

PREPAREM O CAFEZINHO E OS OUVIDOS: ELES VÊM AÍ!

Meu número é 999999. Pois bem meu povo, estamos nos aproximando de mais um momento eleitoral, esse ano eles virão novamente. E virão com força já que as campanhas estão limitadas nas ruas e nas doações de empresas (será)? Há algumas horas fui ao distrito vizinho comprar um peixe para o almoço e lá estava um candidato em ação. Com aquela conversa que não me encanta, a mesma de sempre, farei isso, precisamos daquilo, nos falta aquilo outro... Comigo não cola mais, estou vacinado contra toda essa conversa fiada de políticos.

Infelizmente nosso povo não é tão preparado para debater sobre política. As escolas não dão o suporte necessário para os alunos entenderem sobre o assunto e em nossas casas não se conversa e se orienta para que tenhamos cidadãos capazes de argumentar com os “espertos” que utilizam sempre os mesmos “blá blá blá. Nos falta maturidade para conversar sobre política, na verdade hoje, não se tem essa vontade de, sequer, ser assunto numa roda de bate papo. A corrupção está no foco da mídia há um bom tempo e isso desgasta a imagem já amarelada do grupo de políticos. O investimento nesse setor é muito alto para pouquíssimo retorno à população. Porém, eles são os donos da caneta, eles fazem e desfazem, mandam e desmandam (conforme o gosto dos partidos) e por isso não existe credibilidade.

Acho que, sim, uma “meia dúzia” trabalha honestamente e tem vontade de ver um país desenvolvido, mas sinceramente, o modelo político do Brasil é falido e ultrapassado. Existem muitos caciques que comandam as bancadas e tudo que acontece não é em favor do sofrido povão. Acho sempre muita graça quando os assessores contam aquelas lorotas que o político (agora candidato) fará grandes realizações se for eleito, que tem grandes projetos... No fundo, no fundo, não sei se ele mesmo acredita na conversa ou se já se acostumou a ser iludido.


Bom não vou me estender na conversa, pois daqui a pouco, estarão na porta da sua casa prontos para mais uma conversa e um cafezinho e se ficar aqui lendo meu texto pode ser que você faça alguma ponderação com o ilustre candidato e ele fique numa saia justa ao ouvir que não somos mais tão bobos assim como eles imaginam. Uma pena, pois temos o poder nas mãos, mas ainda não aprendemos lutar por ideais de os ideais de “conjunto” enquanto eles só conhecem o do “grupo” que fazem parte... Bom cafezinho a vocês.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

UM DIA FRIO, UM BOM LUGAR PRA LER UM LIVRO

Tomo a liberdade de utilizar um trecho da belíssima canção do Djavan em mais um texto. Mas realmente hoje está frio e nada como uma boa leitura para refletir sobre como andam as coisas no mundo corporativo. Ouvi essa semana sobre o poder de atuação ou a preocupação do diretor de uma empresa com a saída de uma funcionária de vários anos de carreira e levando com ela o conhecimento adquirido pela porta da frente. Já falei sobre este assunto há 4 anos em um outro texto, mas me parece que a mentalidade continua sendo a do: aprendi a fazer gestão no armazém do meu avó, isso aquele que os gatos dormiam sobre os sacos de alimento....

O conhecimento está aí para todos, mas apenas um pequeno grupo está disposto a busca-lo e acima de tudo, colocar em prática. Empresas familiares são as que mais me deixam com os poucos cabelos que tenho, de pé. Uma visão fechada de negócio. Uma política de manutenção que privilegia aqueles funcionários de carreira que chegaram lá desde o primeiro tijolinho e foram ficando, mas ficando também moldados ao que sempre fizeram ao longo dos anos, sem estudar, sem reciclagem, sem novos horizontes, sem, sem e sem. Parece até piada né, mas não isso é bem real as empresas familiares principalmente, mas no setor privado também acontece.

O que mais me incomoda é a falta de percepção dos gestores dessas empresas quanto ao futuro, será que não percebem que um dia terão que substituir esses profissionais e que se não houver a preparação de novos profissionais aos cargos? Essa transição leva muito tempo pra ser configurada e os profissionais escolhidos devem atender a requisitos mínimos de experiência e graduação acadêmica logicamente. Não se lapida um diamante da noite para o dia, leva tempo para ser conseguir competência e dedicação necessários ao mercado nos dias de hoje.

Mas o problema não se limita em escolher, treinar e desenvolver os profissionais, a empresa como um todo deve ser preparada, nem sempre essas mudanças agradam de forma geral. Ainda temos os “invejosos e acomodados”, sim aquelas pessoas que, chegam de manhã sentam em suas mesas para o “basicão” e ainda acham que o que fazem é suficiente e “tá bão” demais. Nada de estudos, nada de cursos e querem ser os futuros gerentes, coordenadores, chefes. A escolha e divulgação das pessoas que ocuparão cargos dos “caciques” envolvem os RH’s pois estes, tem a missão de planejar como serão implementadas as substituições, a comunicação, as festas, por que não e todo o ciclo que envolve as relocações.

Repito que, quem vai embora leva junto, caso a empresa não tenha se preparado em desenvolver e implementar os procedimentos, manuais, cartilhas das funções que existem, se não o fez, “bye bye” memória da empresa, tchau informações e conhecimentos, vai embora com quem for e esse é um dos maiores patrimônios que a empresa não pode perder, o conhecimento.

Atenção gestores! Não permita que isso ocorra em sua empresa, sr diretor e proprietário de empresas familiares, cuidado! Os que ficam, são aqueles que tocarão seu empreendimento, quem se vai, foi e tchau!! Um bom lugar pra ler um livro...

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

GESTOR TEM QUE TER POSTURA DE GESTOR!


Existe um velho ditado que diz: “o combinado não sai caro!”. Autoexplicativo no meu ponto de vista. Infelizmente no mundo corporativo isso nem sempre é tido como valor de ética e muita gente não segue. O resultado é uma tremenda insatisfação com que leva isso ao pé da letra, querendo ou não, a maioria dos profissionais é ético e não gosta de “disse me disse” fazendo analogia ao filme “Tropa de Elite”: o papo tem que ser reto.

Partindo do principio que a equipe é o espelho do seu gestor, empresas correm o risco de perder o controle quando um assunto é combinado e na hora da coisa acontecer de verdade ou quando aparece um problema, o responsável fala outra coisa que não era o combinado, situação bastante desagradável para os subordinados, e onde geralmente a corda é mais fraca e o peso é maior. Fica evidente que o cidadão não é respeitoso com as pessoas que trabalham com ele e que faria qualquer coisa para fugir da responsabilidade.

Da parte da empresa o primeiro passo é deixar clara a posição em relação à ética profissional, deve existir o manual do funcionário com a conduta desejada pela empresa e isso deve ser de conhecimento do porteiro ao mais alto cargo na empresa. Regras e suas devidas punições que vão de advertências verbais à demissão. Todos estão sujeitos a essas regras e para isso devem existir palestras para que não haja dúvidas, o assunto é sério.

A postura de um gestor vai impulsionar o restante da equipe a segui-la, se forem totalmente positivos, os ganhos para a instituição é enorme frente aos desafios enfrentados no mundo corporativo. Postura frente aos concorrentes, modo de falar com os subordinados, tomada de decisão, participação em concorrências, e em todas as atividades que esteja envolvido. A omissão é a pior qualidade que um gestor pode apresentar na empresa, seria como se o mundo estivesse desabando e ele assistindo da sua sala sem preocupação. Compromisso com a equipe e com as decisões tomadas farão toda a diferença para o mercado, a ética profissional é o que mantem empresas no topo por tanto tempo.

Se existem pessoas na sua empresa que não seguem as boas práticas, converse com seu gestor e cobre dele postura na solução do problema. Você estará ajudando não só a empresa, mas está garantindo a transparência do processo. Pense.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

PESSOAS, A DIFÍCIL TAREFA DE GERENCIA-LAS


Sei que já escrevi sobre a gestão de pessoas em outros textos, mas por observar alguns eventos atuais resolvi falar um pouco mais sobre este delicadíssimo assunto. Não é nada fácil lidar com as diferenças culturais em uma empresa, com os egos feridos e com a possibilidade constante de conflitos. A posição da empresa e principalmente do gestor direto vai influenciar no resultado desta situação, querendo ou não, virar as costas e deixar “o barco seguir” não é a melhor opção.

Muitos dos problemas são relacionados à falta de diálogos constantes entre a empresa e seus colaboradores, um dos principais sintomas é quando um colega vem e reclama de algum par ou mesmo da chefia por diversos motivos. Relatórios incompletos ou não satisfatórios, falta de agenda para os problemas “menores”, falta de entrosamento com o colega da baia do lado, ou seja, poderia ficar aqui listando uma infinidade de assuntos, mas este problema tem seu início real na falta de planejamento das ações diárias.

Quando uma empresa começa a receber uma demanda de serviços e a equipe não está corretamente dimensionada para o atendimento, os problemas começam. Nesta fase os gestores são pressionados por resultados, mas não conseguem manter o padrão de atendimento por não dispor de profissionais habilitados e em número suficiente. E quando chega a este ponto, as empresas deveriam fazer o seu dever de casa e replanejar sua estrutura, mas não fazem tendo aí, início ao ciclo de ruptura da boa convivência.

Trabalhei em uma empresa e um amigo foi convidado a trabalhar em outro local e não hesitou e aceitar o convite. Porém com a data do desligamento se aproximando, este deixou de cumprir suas obrigações básicas pertinentes a sua atividade atual e seu foco era apenas cumprir a fase do aviso e ir embora. Este tipo de comportamento é lamentável, pois o profissional tem um histórico e um nome a zelar. Não dá pra simplesmente virar as costas às suas atribuições, e se for pra agir desta forma, é melhor pedir logo o desligamento da empresa atual.

Outra questão é a posição do gestor imediato, não pode aceitar que as coisas aconteçam e ficar simplesmente assistindo. Deve sempre se posicionar para a equipe de forma que cada um entenda perfeitamente o seu papel na organização. Uma boa conversa vai evidenciar a posição dos envolvidos e ajudará a formatarem o convívio ideal no ambiente corporativo. Cabe ao funcionário ter ética nas suas ações e saber que não cabe a empresa se adequar ao seu comportamento, é o contrário não tem jeito. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

E A FIDELIZAÇÃO???


Essa foi a pergunta curiosa que uma senhora fez ao cobrador do coletivo hoje às 7hs da manhã. Parece estranho, mas fiquei com isso na cabeça e vendo as explicações do funcionário da empresa em não ter parado no ponto no dia anterior conforme a passageira gostaria e com isso foi obrigada a entrar em outro ônibus, que com certeza após esta pergunta, ficou chateada.

O que a senhora estava questionando é um assunto muito estudado na Administração, principalmente em Marketing, pois trada exatamente de uma das principais atitudes do consumidor e que com o tempo, em alguns casos, perdeu a força. Quem aqui não é fiel a uma marca? Todo mundo é, um sabonete, uma cerveja, um carro, um cigarro (cuidado com esse vício), um programa de tv, um desenho animado, uma série, todos tem um jeito especial de reverenciar uma marca ou um produto. Talvez algumas pessoas após a leitura deste texto possam dizer, ei, eu não sou assim, mas de alguma forma tem o seu vício.

E foi o caso da passageira hoje pela manhã, ela é cliente assídua do horário e sabe cada curva da estrada pelo tempo que utiliza o serviço, e por esse motivo, não admite ter que utilizar outro horário ou outro ônibus. Outra coisa que me chamou a atenção foi a resposta do funcionário quando a senhora questionou por que não haviam parado no ponto, ele argumentou que por se tratar de um reforço os motoristas alternam as paradas nos pontos para “dividirem”” a “carga” e que por este motivo não foi feita a parada para a senhora. Claro que ela não concordou e disparou a pergunta que intitula o texto. E com ela emudeceu o funcionário que não conseguiu uma resposta a altura da pergunta.

Esse segundo ponto também serve para uma avaliação, será que as empresas ou mesmo os empregados estão com o mesmo foco? Será que tem a noção do quanto às pessoas admiram a marca/produto da empresa? Pode ser que a empresa tenha um trabalho que leve para esta direção e que dê treinamento específico ao funcionário, mas com certeza o cobrador faltou nesta aula, pois não conseguiu explicar para a senhora porque a deixou viajar em outro ônibus.

A fidelização é algo que enraíza no consumidor e para haver uma troca é preciso de um fator, como o que narrei acima, seja determinante par a tomada de decisão. Claro que nos dias de hoje o preço influencia bastante, a qualidade do serviço também, as empresas tem essa preocupação e através dos canais de comunicação, ouvem e tentam entender quais serão as mudanças que o consumidor gostaria, ou mesmo que as mudanças não aconteçam e o produto/serviço se mantenha da mesma forma de sempre.

Realmente é um assunto muito interessante de se discutir, o relacionamento empresa/consumidor vive em cima da navalha, nada pode ser alterado sem a “permissão” de quem está do outro lado do balcão e este não foi consultado pela empresa. Por sua vez, as empresas devem aproveitar essa consultoria eterna para buscarem melhorias constantes nos produtos que oferecem e tornar a relação com os consumidores eternas.

Um brinde à Coca-cola gelada no almoço, no churrasco, na praia, em qualquer lugar...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O QUE É PRIORIDADE, O PROCESSO OU O TODO?


Isso era pra ontem... Quem nunca ouviu no mundo corporativo essa frase que atire a primeira pedra. A correria que impera nas empresas hoje, não permite que haja falhas nos processos produtivos, já que o produto/serviço é o principal proposito da existência da empresa. Mas me pergunto, e as atividades que dão suporte ao processo principal, não tem importância? A copiadora quebrada, o carro sem o farol, o empregado com problemas de contato com o fornecedor, a documentação sem padrão, tudo isso são atividades e problemas que os gestores parecem ignorar e nomeiam seus “subordinados” para resolverem e na verdade nada é resolvido, pois a palavra final é do chefe e pronto.

O difícil é fazer o chefe entender que existem outras coisas que precisam de atenção e que em algum momento vão emperrar o processo, aí pronto, a bronca vem de cima pra baixo sem piedade, sobra pra todo mundo. Na verdade não deveria ser assim. Se há na empresa processos bem definidos e com as devidas responsabilidades descritas e claras a possibilidade das coisas emperrarem é reduzida a quase zero. São atitudes que requerem algum tempo, mas o seu resultado e vantagens são percebidas ao longo do tempo, e tempo é um fator decisivo nas empresas hoje, não há tempo sobrando pra ninguém, principalmente os gestores.

Quando me deparo com situações desse tipo fico pensando o que vai acontecer se um superior do meu chefe chegar à minha sala cobrando alguma coisa que eu sei que está errado? Terei que ouvir calado os desaforos e ao mesmo tempo lembrando dos e-mails que eu mandei pro meu gestor, as conversas que tivemos sobre as prioridades do meu setor, das reuniões que nunca aconteceram, tudo isso está evidenciado, mas não era a prioridade naquele momento, e eu terei que ficar quieto ouvindo o “boss”. Falta atitude de muitos gestores, falta assumir de verdade que todas as atividades são importantes para o resultado do processo, da mais simples a mais complexa. Se não há condições dele coordenar tudo ao mesmo tempo, e isso é uma das suas atribuições, que delegue para outra pessoa e que esta tenha poder de decisão e não seja apenas mais um carregando o “fardo”.

Seria tudo mais fácil se os gerentes pudessem ficar ao lado de cada colaborador o tempo todo resolvendo problemas, mas não se pode esperar isso, deveria haver um consenso que processo bem elaborado é processo eficaz. O tempo é uma ferramenta que decide futuro de tudo hoje e para isso temos que ter as ferramentas corretas para cada atividade e se precisarmos de ajuda da chefia, que alguém com autoridade e condições de tomar decisão esteja conosco, eleger pessoas sem poder de decisão é comprar “gato por lebre”. Os RH’s deveriam participar mais atentamente da escolha das pessoas que terão cargo de chefia, assim seria possível mapear a capacidade do candidato e traçar um resultado pretendido.

Sempre é um desperdício de tempo quando se marcam reuniões para definir assuntos “menos” importantes e estas não acontecem a outo-estima do grupo, sabedor das necessidades do setor, fica abalada, pois sabem que os problemas vão continuar e nada será feito. Postergar os problemas é como empurrar uma pequena bola de neve ladeira abaixo, ao final do seu percurso vai causar um estrago enorme por não ter recebido a tratativa ideal quando necessário.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

VAI FAZER COMO?


Estamos no início do período eleitoral para os municípios. Este ano de 2012 serão eleitos prefeitos e vereadores. Considero que são os que mais diretamente influenciam nas nossas vidas, pois, são eles que, teoricamente, vão calçar nossas ruas, construir escolas, hospitais, segurança e tantos outros benefícios. Pois bem, são eles né? Cuidado eleitor, não estão fazendo nem o “basicão” usando a analogia de um famoso clichê de banco. Apenas muitas promessas em campanha, muito blá-blá-blá, e quando assumem seus valiosos cargos, esquecem do povo.

Mas o que eu gostaria de falar é exatamente sobre o que farão e a minha pergunta é: como farão? É muito fácil, vejam só: (agora falo como candidato): vamos acabar com os buracos, se eu for eleito, com sua ajuda eleitor, vamos calçar essas ruas, vou trazer o turismo para nossa região, vou exigir do prefeito que ele construa uma nova praça para você jogar baralho... Viu é muito, muito fácil. Daí pergunto, vai fazer praça como? Vai trazer o turismo de que maneira? Com mágica? Assumiu o mandato virou mágico? Pois é, não é assim que as coisas funcionam, primeiro que muitos candidatos não conhecem nada sobre as leis orgânicas dos municípios muito menos sobre lei nenhuma. A baixíssima escolaridade dos candidatos não ajuda muito e também não estão preocupados em buscar conhecer e aprender como funciona o legislativo.

Vejo constantemente as promessas sendo feitas às pessoas menos esclarecidas e já acho que a falta de respeito começa por aí. Promessas que jamais, eu disse jamais serão cumpridas pelos futuros políticos. Uma promessa tem que ser embasada por um projeto, uma pesquisa, um relatório no mínimo, não simplesmente vou fazer e ponto final, é mesmo pra tratar o povo como bobo. Então onde estão os projetos nobres candidatos? Ou vão se preocupar com isso depois que estiverem na câmara municipal? Tem ideia de como funciona o tal regimento da casa (temos que nos referir dessa maneira)? Te peguei não é mesmo?

Sou totalmente contra o candidato não ter no mínimo um curso superior para gerir o dinheiro público, ter esclarecimentos suficientes para tratar as leis de forma adequada, deveria ser exigido um curso específico de gestão pública isso sim. Mas também somos culpados pelos resultados dos mandatos deles, não cobramos, apenas vamos lá obrigados no dia da eleição e depois nunca mais queremos saber o que foi feito, enquanto isso haja dinheiro pra bancar a farra da turma.

Proponho então, a você candidato de qualquer parte do Brasil que leia este singelo texto: apresente suas propostas com embasamento não apenas da boca pra fora, é muito feio fazer isso com o povo sofrido que vai esperar ansioso pelo que foi prometido, e coitado, 98% jamais será realizado. Seja honesto com você mesmo, nobre candidato, se realmente quer participar da vida pública que faça com honestidade e profissionalismo, chega dessa baderna que tomou conta do nosso Brasil.

Então que seja feito o compromisso com você mesmo, estaremos aqui esperando que na próxima vez que acessar minha rede social, que seja para apresentar propostas bem definidas e estruturadas e com o compromisso que o povo espera de vossa excelência.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

EXISTE VIDA FORA DA EMPRESA


Há alguns dias relatei uma experiência que aconteceu comigo relacionada ao estresse no trabalho, foi uma situação que ainda hoje me preocupa bastante. Tenho acompanhado alguns de meus colegas de trabalho num ritmo alucinante de trabalho, como se fosse a ultima coisa a ser feita na vida. Correria, várias atividades ao mesmo tempo, burocracia, trabalho no fim de semana e horários estendidos além da jornada normal, realmente algo que não condiz com certas diretrizes das empresas.

O problema disso tudo é quando olho para meus colegas, a expressão deles é lamentável. Estão um verdadeiro “caco” devido à jornada alterada e estressante. Já estão com aquela postura de fazer algumas coisas que não são normais como esquecer objetos em outros locais e mais um monte de coisas. É a indicação que algo vai mal e que se não forem tomadas medidas para corrigir estes desvios, vão acabar se acidentando, em caso ou no trabalho. Mas por que as empresas (gestores) não fazem nada? Existem vários fatores que levam a esta postura indiferente, muitas vezes a própria formação cultural do gestor o impossibilita de ter uma postura mais eficaz ao que está ao seu redor. Outra coisa é a postura da empresa que está tão focada em resultado, que não enxerga o processo como um todo, acredita que tudo está no seu lugar quando o mundo está desabando.

Quanto ao funcionário, o mais preocupante é o risco de um acidente. Devido ao estresse e acúmulo de atividades a percepção tende a ficar mais lenta e a pessoa fica displicente às possibilidades de fatalidades que a rodeiam. Dai para um sinistro é um passo muito pequeno e o resultado é prejudicial principalmente ao colaborador, pois como sempre digo, nas empresas somos apenas números de registro e pessoas que ‘estão’ em determinado setor, em troca disso temos nosso salário, nada mais. O resto é apenas bondade da empresa, que não tem obrigação de fazê-las. Então veja bem, o maior prejudicado é o trabalhador, ficará em casa podendo perder o emprego e até mesmo a vida pelos excessos que não são gerenciados por quem deveria.

Caso algo aconteça, outro estará no seu lugar amanhã, não tenha dúvidas. Caso esteja dentro dos moldes apresentados acima, procure imediatamente o seu gestor imediato e relate sua preocupação. Peça que ele registre a sua reclamação, não deixe apenas na conversa. Caso não resolva, procure o RH da empresa, lá você terá o suporte necessário para o seu problema.

Entendo perfeitamente que as atividades de hoje, no trabalho, são sempre muito corridas e que devemos apresentar resultados, porém, os excessos devem ser monitorados e não simplesmente abaixar a cabeça e sair fazendo tudo que nos é direcionado. De que adianta resolver os problemas da empresa e se tornar um escravo das rotinas colocando em risco a sua integridade e a dos que trabalham com você? Tudo tem um preço, em alguns casos ele é alto demais e não compensa tanta correria.

Afinal lá fora temos nossas famílias, nossos amigos, pais, mães, amores e todo um mundo para ser explorado. É hora de pensar sobre o assunto, existe vida fora da empresa.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

ZEZINHO É O CARA!!!


Acabei de ler um texto do site rh.com.br (especializado em gestão de pessoas) e achei muito proveitoso, resolvi então, escrever da minha maneira:

 Quero falar do Zezinho, pessoa que sempre quis ser chefe, era o seu maior sonho. Fazia tudo certinho, planilhas, relatórios, reuniões, discursos, era realmente o primeiro na escala de promoções da empresa só faltava mesmo a oportunidade. Até que um dia ela lhe bateu à porta, Zezinho seria o responsável por uma equipe de trabalho.
Zezinho pagou churrasco pra comemorar a promoção, fez um discurso impecável que agradou a gregos e troianos do alto escalão, tudo conforme manda o figurino. Porem no segundo dia Zezinho parecia diferente, estava mais calado não participou do café-da-manhã, tradicional com a equipe, estava realmente muito estranho. O que será que aconteceu com o Zezinho? Deveria estar muito feliz agora era chefe depois de tanto perseguir este objetivo, mas não estava.
Bom, todos ficaram no café como de costume, rindo das piadas, contando sobre o final de semana e as “artes” de cada um e falando sobre “n” coisas como era de costume. Do nada apareceu Zezinho na porta da cozinha e disse: vamos lá pessoal, temos muita coisa para resolver. O encanto foi quebrado neste momento, Zezinho finalmente se mostrava para a equipe que antes fazia parte e partilhava das conversas matinais no café. Cada um saiu rapidamente entendendo que as coisas no setor não seriam mais como antes, Zezinho estava de olho. E de olho ficou permanentemente, agora ele fiscalizava cada um com olhos de águia, não havia mais aquela alegria no departamento, todos agora trabalhavam com a cara fechada, fruto do espírito de chefe do Zezinho... pobre colaborador, pobre fornecedor, pobre Zezinho (vitima da promoção cega)....

Pois bem meus queridos leitores, copiei a ideia que li no site citado no início do texto para ilustrar um fato que costumeiramente acontece em empresas que não tem um programa de orientação de futuros gestores e simplesmente por acharem que qualquer “Zezinho” pode ser líder, promovem sem ter a certeza de qual é o perfil desejado e necessário aos anseios da corporação.

É uma rotina em empresas menos preparadas e sem as devidas “Descrições de cargos”, que são o norte do perfil desejado para as funções que a empresa disponibiliza. É necessário que haja mais critério na escolha, as pessoas devem ser preparadas para o cargo de chefia ao longo de anos vivenciando as rotinas da empresa, os problemas (inclusive resolvendo muitos deles, com soluções práticas), entenderem qual é o objetivo da empresa ante ao mercado, pra que a empresa existe. Sem essas premissas não é possível que pessoas apenas dedicadas ocupem esses cargos.

A preparação deve começar com uma formação sólida na área de gestão e se por acaso for formado em outra área de atuação deve procurar a especialização devida. O mais importante é escolher tecnicamente e não apenas por se tratar de um colaborador que trabalhe direito e atenda e bata as metas. O dia-a-dia das empresas preparam muitas surpresas e estas podem determinar o futuro da empresa e do gestor, com certeza ele cai antes da empresa fechar se não for bem preparado. Cada dia é uma experiência singular, com sua particularidade e deve receber a tratativa adequada que o caso exige.

Dito tudo isso, Zezinho está na lista negra dos colaboradores por ter sido promovido a chefe sem a devida atenção que a empresa deveria ter dado, paciência, isso ainda vai trazer muitos problemas com as decisões equivocados do pobre chefe Zezinho.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

POSTURA NAS REDES SOCIAIS


Oiê, tudo bm com vc?    Qual a boa de hj?     #partiu pra balada!

Não, não estou ficando maluco, apenas reproduzindo um texto lido numa rede social famosa entre os internautas brasileiros. Pois bem, é de preocupar como algumas pessoas se comportam e se expõe na internet. Começou lá atrás com a chegada da rede mundial de computadores e suas maravilhas, não existia mais distancia, nem pessoas desaparecidas, agora todo mundo estava a um clique. Mas este clique muitas vezes é utilizado de maneira agressiva, explosiva, rude e até mesmo vulgar. Muita gente acha que as redes sociais é lugar para qualquer foto, qualquer comentário quando na verdade, deveria ser utilizada para um lazer com responsabilidade.

O criador do site de relacionamentos Facebook, Mark Zuckerberg, deixou os internautas brasileiros bastante chateados quando declarou que nós estragamos o “Face”, pois não utilizamos de maneira politicamente correta. Na verdade a diversão se resume, na grande maioria, dizer onde estamos e o que estamos fazendo naquele momento, além daquelas figuras e imagens chatas demais, essa é a grande verdade. O Orkut já estava sendo maltratado pelos brasileiros há muito tempo, isso sem contar as brigas das pessoas via internet, realmente tudo virou um grande lixo.

Claro que existem pessoas que tratam suas páginas com muito cuidado, existem diversas páginas que agregam bastante para o dia-a-dia. Pessoas que mostram fotos de paisagens, os endereços das empresas uma infinidade de boas práticas. Mas, acredito que 85% é puramente besteirol (faço parte desse número de vez enquanto). Mas nem tudo é perdido, existem as redes sociais de uso profissional e estas sim ainda estão mantendo um bom nível de aproveitamento, exemplo é o Linkedin, um site de relacionamentos profissionais que contribui muito para oportunidades no mercado de trabalho. Lá as fotos são bem comportadas com a possibilidade de inserção do histórico profissional, de realizar comentários sobre profissionais e fazer indicações às oportunidades.

Outro que chegou causando alvoroço foi o Twitter e em poucos meses perdeu a essência pois mais uma vez, os famosos “post’s” foram ganhando formato de comentários sem noção e com pouca coisa útil e assim já está meio sumido no conceito geral. Particularmente gosto muito do Twitter, acompanho alguns famosos e muitos deles sempre dão boas informações sobre show, comentam fatos da atualidade e postam fotos engraçadas.

Por falar em fotos, esse é um ponto que as pessoas deveriam se preocupar bastante. No Facebook então é uma verdadeira farra. Fotos de festas com bebedeiras e verdadeiros “mico” que com certeza alguém da empresa vai ver e seu chefe também. Ah, e outra seu futuro ex-chefe também pode resolver monitorar o que o ex-futuro funcionário dele faz fora da empresa e se deparar com uma situação que o fará repensar a sua contratação. Sem contar as opiniões a respeito de certos assuntos. Nem tudo que se pensa se pode falar ou escrever onde as pessoas veem.

Particularmente tomei a decisão de apagar certas fotos dos meus sites de relacionamentos por entender que elas não agregariam nada para minha imagem e também sobre minhas opiniões fora do ambiente corporativo, não me arrependo, se quero que alguém veja uma foto engraçada mando por e-mail e ponto final. Pois bem prezados, pensem bem antes de utilizar as redes sociais e pense mais ainda sobre a forma que está se comportando, isso poderá fazer uma grande diferença referente ao que as pessoas (entenda empresas) vão pensar sobre você e suas atitudes e comportamento. 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

GASTE SUA ENERGIA COM O QUE REALMENTE É IMPORTANTE


Tenho refletido muito sobre este assunto, afinal de contas por que os gestores gastam tanto tempo com “picuinhas”?? O mundo corporativo é um campo onde o tempo é o inimigo mais cruel e se não for devidamente gerenciado poder ser o fracasso na carreira do gestor. Confesso que infelizmente conheci vários que ficaram pelo caminho e muitos outros que não chegarão a lugar algum por, diariamente, ter como foco as coisas que não agregam nem para o lado técnico nem para o lado pessoal da equipe. O fato é não se pode achar que “mandar” qualquer coisa é fazer gestão.

Lembro-me de algumas vezes na faculdade de Administração ouvir professores dizendo que médico faz medicina, advogado faz direito e Administração é para Administrador. Claro que as falas são uma meia-verdade, conheço engenheiros que são ótimos gestores assim como médicos, advogados, e tantos outros que além da sua formação buscaram o conhecimento de trabalhar com gente. E não é para qualquer um, muito se herda de aprendizados passados, se  inspiram em alguém que era bom em gestão, outros buscam cursos para se aperfeiçoarem, mas ainda tem gente que acha que pode se “cuidador de gente”, é uma pena, mas as coisas não são bem assim.

Vejo muitos casos de pessoas que gostariam muito de trabalhar com gestão de contratos, ou gerente de lojas, supermercados e por terem certa experiência no ramo, não tem habilidades no trato com os colaboradores. O resultado nem sempre é o mais agradável, geralmente essas pessoas gastam muito tempo e energia com assuntos e atitudes que não agregam valor ao processo ao qual está inserido, preferem criar intrigas pequenas sem valor real quando poderiam resolver apenas com uma alegre brincadeira e pronto, resolvido, mas preferem tomar o seu tempo e o tempo dos demais com discursos sem fundamento e sem lógica. Gestores de verdade conseguem enxergar as coisas mais à frente, não tem medo de conversar com as pessoas, de pedir opinião, de pedir desculpas, e isso é agregar valor no processo e ter sempre ao seu lado a equipe de trabalho.

Claro que não se consegue 100% de adesão, sempre haverá os do contra, mas isso é normal em qualquer lugar, o problema é que o mau exemplo não pode vir de cima, é muito feito. Então, no caso desses gestores, a expectativa de mudança de emprego para grandes empresas é reduzida, a não ser que os gestores de lá também sejam bitolados. Muitos autores tratam este assunto com a possibilidade de que o gestor aprenda a trabalhar principalmente com pessoas, existe uma infinidade de cursos para isso, porém, a primeira atitude é reconhecer este ponto de melhoria, a partir daí, procurar saber qual a percepção que as pessoas da equipe têm a seu respeito e como a empresa se posicionará com a atitude de mudança de comportamento.

Bom, sempre torço para os que gostam de gestão busquem o aperfeiçoamento e que aprendam a gostar de trabalhar com as pessoas, pois são elas que tocam os processos e agregam valor real ao negócio da empresa. E aos que não vão se esforçar para isso, é hora de uma reflexão: você realmente tem uma boa aceitação da equipe?...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O HÁBITO DA LEITURA


Verdadeiramente o brasileiro não tem o hábito da leitura. Fiz parte desse grupo por longos anos da minha vida, não tenho vergonha em dizer isso. Comecei a ler com mais frequência, entenda por obrigação, na época da faculdade, onde ou você lê ou não consegue interpretar e estudar as matérias. Na verdade a leitura que sempre me chamou a atenção foi a que retratasse fatos reais, nunca fui de ler historinhas de ficção, não gosto.

Pois bem, passei a ler alguns livros que eram indicados pelos professores que falavam de gestão, aí sim uma área que me chama bastante a atenção, e nos quatro anos da faculdade li muita coisa. O aprendizado é magnifico, a mágica do conhecimento é algo que não perdemos por aprender. Após a faculdade lia em média de 3 a 4 livros por ano, muito pouco pelo tempo que desperdiçamos com outras atividades que nada agregam.

A partir de 2010 a coisa mudou. Com alguns problemas pessoais que passei meu tempo sozinho foi um alerta que eu precisava urgentemente de ocupar a mente e por indicação e incentivo de uma “pessoa especial” voltei a ter esse habito maravilhoso da leitura. Minha autoestima aumentou bastante devido ao fato de melhorar na interpretação de vários assuntos aos quais tenho grande admiração, como, Administração de pessoas, Marketing, Finanças, Negócios, autoajuda, todos os temas que busco nos rankings de revistas conceituadas.

A partir de 2010 fiz um pacto comigo mesmo, comprar um livro por mês. Parece pouco para uns e muito para outros. Mas com certeza é o suficiente para dedicar um bom tempo para a prática da leitura. Em 2010 comprei apenas 5, já em 2011 alcancei a marca de 9 livros e este ano já comprei e li 8, acho que vou bater minha meta. Até já dedico às pessoas mais próximas, livros como presente, acredito que seja um grande incentivo a elas. A leitura deve ser prazerosa e para isso ler assuntos que realmente me agradam é o que definir fazer, nada de ler livros que pessoas indicam e que o assunto não me desperta interesse.

Hoje, leio em média uma hora por dia, que é o tempo que gasto de ônibus até o serviço, mas considero no suficiente. Já que passo o dia pensando nas teorias, nos pensamentos, nas comparações e isso me ajuda a analisar diversas situações que acontecem durante o dia, semana mês. Aí está uma das coisas mais sensacionais da leitura, trazer para o dia-a-dia a comparação e o aprendizado dos livros. Tenho certeza que nada que é aprendido e principalmente entendido é em vão, hoje tenho muita satisfação em ler e reler livros com dos mais diversos autores, nacionais e “importados”, vale, mais uma vez, identificar qual o seu estilo de leitura.

Posso até citar alguns títulos que me vem à mente neste momento e que, aos que gostam desse segmento, podem ler sem medo:
- O monge e o executivo; Oba, problemas; Até que enfim segunda-feira; Senta a pua; Tudo é obvio; A estratégia do olho do tigre.

Boa leitura e assim como eu, você também possa aproveitar os momentos de uma boa leitura!!!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

PARECE ATÉ DESFILE DE MODA


Um assunto que sempre causa muita polêmica nas empresas é o uso do uniforme de forma corporativa. Em muitas instituições uniforme é um dilema e motivo de insatisfação por não ser utilizado por todos os funcionários os corredores parecem desfile de moda, salto alto, saias, decotes e todas as cores possíveis. Infelizmente alguns colegas se esquecem de que estão trabalhando e não em uma festa. O ambiente de trabalho é regido por normas internas de cada empresa e na maioria delas, o uso de “certos” tipos de roupas é citado como não habitual.

Tenho certeza que, você, que lê este texto deve ter lembrado de alguém na empresa que não utiliza o uniforme e que participa deste “desfile de corredor”, mentira? Pois é, o fato é que, temos que tomar cuidado, estamos nas empresas para servir de vitrine quando a representamos, seja interna e principalmente externamente. Imagine o funcionário chegando a uma importante reunião com um dos maiores clientes e com uma camisa colorida com a frase “carnaval em Porto Seguro é 10”... por isso acredito que a melhor opção é ser comedido e respeitar as normas de etiqueta e sugestões da empresa.

Claro que uso de uniforme em reuniões importantes pode ser uma barreira, pois nessas reuniões onde estão os gerentes, diretores o traje é sempre o social ou mesmo terno e gravata, mas para isso a empresa vai direcionar seus representantes de forma à melhor maneira de comparecer ao evento. O comentário é verdadeiramente voltado quando estamos na empresa, seja no chão de fábrica, seja nos setores administrativos. É mais bonito ver uma empresa toda alinhada onde os funcionários sempre bem vestidos com os uniformes e devidamente identificados.

Por outro lado, acho muito boa a iniciativa de várias empresas em escolher um dia da semana, geralmente as sextas-feiras, para promover um dia descontraído onde as pessoas podem trabalhar com suas roupas “normais”, mas sem exageros. Essa atitude faz bem, pois, proporciona aos colaboradores uma sensação de parceria e de liberdade nos setores e aumento de produtividade conforme reportagens recentes mostraram. Existem diversas maneiras de abordar o assunto, cabe aos gestores ficarem atentos às opiniões das pessoas das equipes e entenderem exatamente o que elas anseiam e que não esteja fora das premissas da empresa junto aos clientes.

Uma atitude muito louvável também é a empresa dispor de modelos diferentes de uniformes, exemplo na empresa que eu trabalho, Time-Now Engenharia, temos como uniforme camisa social e polo, uma alternativa que arada pelo fato de não “cansar” o dia-a-dia visualmente falando. Talvez as senhoras e senhoritas que estão lendo este texto ficarão chateadas, pois são donas daqueles saltos enormes e que dão um charme especial às mulheres, concordo plenamente, mas pensando como gestor, o mais sensato é tomar cuidados quando o assunto é a imagem que a empresa transmite aos visitantes e ao público interno. Use o seu uniforme e, caso a empresa proporcione “sextas diferentes” não abuse e não se torne a atração da passarela-corredor.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

PRESSÃO 15 X 10: ALGO ESTAVA ERRADO


De repente um calafrio e a sensação que iria morrer... Pois é, este foi o sentimento que tive quando, em casa e sozinho, minha pressão resolveu subir e causar um desconforto que jamais havia sentido. Corri para o pronto socorro e daí pra frente forma 15 dias de exames e remédios para controlar a pressão e investigar as causas que levaram a esse descompasso. Logo os resultados forma mostrando o que seria o mais obvio, eu havia passado por um estresse muito forte que gerou a alta da pressão, os exames não acusaram nada de anormal.

Naquela semana que antecipou a disparada da pressão tudo estava corrido, auditoria externa e interna, problemas emocionais, correria do dia-a-dia, tudo que já havia acontecido em algum momento e que, para mim, já estava acostumado com isso. Eu estava errado, não poderia ter passado por tudo isso sem uma sequela, então o corpo reclamou em resposta ao meu ritmo acelerado, ele deu o troco e pediu socorro. Um pedido que nem sempre é bem avaliado, seria como se fosse pontual e após as orientações médicas, percebi que seria a hora de repensar algumas atitudes.

Conversando com vários amigos percebi que o problema é maior que eu imaginava, a maioria deles já havia desenvolvido algum tipo de estresse emocional e profissional e como resultado, uso constante de remédios e visitas constantes ao médico. Mas a maioria era categórica ao afirmar: ou muda o ritmo da vida ou vai virar um hipertensivo. Sinceramente fiquei com muito medo, pois temos vários casos na família e para entrar nesta lista, era uma questão de tempo e pelo visto o tempo já estava próximo. No próprio ambiente de trabalho ouvi vários companheiros relatando sobre estresse por pressão da chefia e cobrança de resultados que resultaram no mesmo descompasso da pressão, ou seja, realmente precisava policiar pra não cair no erro novamente.

A correria faz parte do mundo corporativo e que trabalha com metas, planejamento sabe que nem sempre se bate o cartão e vai pra casa sem levar junto um monte de problemas e isso faz com que o profissional desenvolva o “home office” inclusive em feriados e finais de semana. Esquece-se de relaxar de curtir a família, os amigos, as boas viagens e os demais prazeres da vida, o foco está sempre no resultado do trabalho, do chefe rabugento e da premissa de crescimento na carreira. Mas um fator deve ser sempre levado em consideração: não existe funcionário insubstituível.... Muita gente vai dizer que era um bom funcionário que resolvia o problema, mas sua mesa vai ser ocupada por outra pessoa, não tenha dúvidas.

O certo é, após o susto, resolvi tirar o pé do acelerador e controlar mais a ansiedade, o que pra mim não é fácil, sempre fui muito acelerado. Mas o susto foi muito grande, ainda hoje qualquer desconforto, já providencio a aferição da pressão, claro que com menos intensidade do começo pra não virar uma “neura” e também resolvi que trabalho é trabalho (não estou fugindo do trabalho, apenas se for realmente muito importante e não der pra resolver na segunda-feira) e fim de semana é para curtição e relaxamento, praia, música e família. Recomendo que faça uma avaliação e verifique se não está passando o limite que seu corpo permite e cuidado com a saúde, existe vida fora dos portões da empresa.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

E AS OPORTUNIDADES???


O discurso é grandioso, a missão da empresa parece ter sido escrita como uma obra de arte, as pessoas falam das empresas como se as empresas fossem delas. E o mundo real, será que a ficha uma hora vai cair? Com certeza prezado leitor, com certeza. A realidade nem sempre anda de mãos dadas com os sonhos, com os anseios do coletivo e nem sempre se pode esperar algo que dificilmente virá.

Quando se entra em uma empresa, é normal aquela agitação inicial, ainda mais se for uma que sempre teve a vontade de trabalhar, é normal mesmo. Aos poucos a realidade vai se revelando e as verdadeiras intenções aparecem. Não que tudo seja negativo, muita coisa boa aparece com o tempo, porém, muita coisa negativa vem junto, antes camuflada agora revelada. É um verdadeiro jogo onde os interesses mudam de lado a todo o instante e o colaborador tem papel definido e este poucas vezes será modificado. Nesse contexto, uma das coisas que me chama a atenção é a oportunidade ao funcionário. Realmente as empresas tem este compromisso em avaliar as oportunidades?

Como disse antes, é tudo uma questão de necessidade e interesse, você, dependendo da empresa, jamais vai receber uma proposta de emprego em outra unidade se atualmente entendem que no local atual é mais interessante para a empresa, não há o pensamento em priorizar quem já está inserido no contexto da empresa ao invés de chamar alguém de fora. Deixar de saber do funcionário se ele tem interesse em uma vaga específica realmente e brincar com os anseios da pessoa. Isso é um fator de desmotivação enorme e a empresa corre o risco de em, um espaço muito curto de tempo, ficar sem este colaborador.

A avaliação a ser feita pela empresa deveria ser no potencial de cada individuo, se atende aos requisitos e tem uma possibilidade de gerar resultados positivos, acredito que vale a pena investir no crescimento e valorizar de acordo com as oportunidades existentes. Isso deve ser bem definido e ficar claro no momento da contratação, pois se cria uma expectativa que, com o passar dos meses, vai se dissipando e acarreta em frustração gente à empresa. concordo que nem todo mundo tem perfil que se enquadre em diferentes oportunidades, mas na avaliação individual, a empresa tem conhecimento suficiente de manter uma lista de prioridades no seu quadro efetivo.

A valorização do funcionário cria uma espécie de cascata de boas intenções na empresa, quando se percebe que as oportunidades são oferecidas, o interesse em obter resultados positivos para ser “visto” pela empresa aumenta e o resultado final obtido é visivelmente satisfatório, com isso, quem realmente tem interesse em buscar um lugar ao sol, vai se sobressair e despontar nas equipes, não tenho dúvidas. Mas as oportunidades tem que aparecer, não adianta ficar apenas no discurso bonito ou na missão bem elaborada que impressiona o cliente.

Cada funcionário tem seu valor e cada espaço na empresa tem alguém que vai se encaixar de acordo com o perfil, falta a oportunidade no momento certo, e cabe ao gestor ter a visão de identificar a peça ideal que se encaixe à necessidade da empresa. E caso não seja possível a oportunidade naquele momento, tem que haver o “feedback” o colaborador tem que ser informado sobre as escolhas que a empresa faz para que haja transparência no processo e credibilidade. Que venham as oportunidades. 

terça-feira, 22 de maio de 2012

QUANDO O FUNCIONÁRIO NÃO ATENDE MAIS...


Uma conversa por telefone me incomodou muito esta semana, o assunto era a postura de uma empresa em relação a um funcionário que não amais atendia as expectativas da empresa, não se enquadrava aos anseios da empresa, e o debate era qual a postura adequada neste caso. A discussão sobre a postura da contratante e também do contratado, uma pessoa que não está mais carregando o piano conforme a empresa gostaria. Na minha opinião existem dois problemas: o primeiro é a forma que a empresa conduz a situação e a outra é a postura do colaborador diante do fato.

Não concordo com gestores que simplesmente começam a perseguir o funcionário quando este está deixando a desejar na sua atividade. Acredito e as “empresas éticas” normalmente vão investigar qual a causa da insatisfação do colaborador e pode ser vários motivos: salário, cultura da empresa, cultura do funcionário, um líder que abusa da sua autoridade, enfim, a lista é grande e nem por isso simplesmente virar as costas é a solução. Por sua vez o próprio funcionário quando não mais satisfeito, deve ter a postura de buscar novos desafios, se já não tem mais alternativas e oportunidades na atual empresa.

Mas como as empresas e os gestores não são iguais existem empresas que preferem perseguir o funcionário, e para isso utiliza as mais variadas formas de repressão. Trocar o colaborador de setor é uma das mais comuns dando a entender quem manda e aí lá se vai a autoestima do cidadão. Promover reuniões e ficar jogando piadinhas também é outra ferramenta desses gestores, enfim, muita gente já deve ter passado ou presenciado situações deste tipo. Muitas vezes acontece sem o conhecimento da alta gerência e quando o assunto chega lá, o temporal já está formado.

Mas isso acontece também partindo do profissional insatisfeito, ao invés dele procurar oportunidades, simplesmente começa a vegetar na empresa, uma conduta reprovada partindo do pressuposto que o insatisfeito é ele. Este deveria buscar o setor de RH e expor suas insatisfações e tentar a ajuda para encontrar, na empresa, outra função que tenha afinidades. Mas na maior parte dos casos essas atitudes culminam em discussões e demissão do funcionário.

Na verdade, na minha visão, essa briga toda também acontece pelo fato de a empresa não querer assumir o custo de demitir (a famosa multa do FGTS) e o funcionário que não quer perder o benefício. Tudo seria resolvido rapidamente caso este ponto não fosse um dos entraves do ego das partes. Tudo bem que, as partes terão suas razoes e explicações, mas sustentar uma situação que pode levar a uma perda de tempo e esforços, a melhor opção, acredito, é o desligamento imediato quando da insatisfação de uma das partes.

Assumir que a situação está insustentável é ter postura ética e profissional, se não quer mais o funcionário o a empresa, encare o problema e tome uma atitude. O estresse da situação não agrega nada para a empresa que é a parte que vai continuar atuando e tendo a necessidade de substituir imediatamente. Serve de alerta para os gestores que observem atentamente as atitudes dos seus subordinados e evite problemas futuros.